1. Sociedade

A modernidade e a liberdade de pensamento

18 de maio de 2017 - 5:57:46

Não conheço um só filósofo, ensaísta ou analista político americano que tenha a coragem de examinar criticamente os pressupostos da modernidade a fundo e impugná-los desde a raiz. Todos fazem uma concessãozinha aqui, outra ali, em parte por medo de parecer reacionários, em parte porque aqueles pressupostos se impregnaram tão profundamente no “senso comum”que contestá-los se tornou impensável, em parte porque a concepção mesma da democracia americana nasce da modernidade.

O inverso disso é o que se passa na direita francesa, cujo antimodernismo é, com freqüência, de ordem doutrinária e não hesita em condenar os mais óbvios benefícios da modernidade, como se exame crítico tivesse de ser necessariamente negação.

Quando o espírito polêmico predomina sobre a busca radical da verdade, sempre alguma fraqueza aparece.
Evidentemente isso acontece porque esses escritores estão ligados a algum grupo ou corrente e não se movem com total liberdade de pensamento.